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Projecto Ciência em Família e Drª Estalinhos

As suas crianças interessam-se por ciência?
Venha partilhar diferentes modos de explorar alguns temas científicos com a sua família, num programa dirigido a adultos e crianças de todas as idades.

Ciência em Família consiste na elaboração de experiências com crianças entre os 4 e 12 anos.
Estudar ciência neste nível etário significa analisar e compreender um conjunto de situações que ocorrem no quotidiano e no meio que rodeia as crianças. Ao estudar ciência, está-se a ajudar a criança a conhecer o que a rodeia.
Nas experiências iremos utilizar sempre que possível um grande número de materiais reutilizados, de modo a ensinar-lhes a importância da reutilização na preservação do ambiente. 


Todas as experiências serão realizadas de modo prático e divertido, para cativar as crianças para a Ciência, ensinando-lhes assim os conceitos que serão abordados de maneira mais simples.


Como aprender ciência em família?
Como pais, temos que preparar as nossas crianças para um mundo completamente diferente daquele em que crescemos. E isso não é fácil. Falar de ciência, investigar e experimentar são actividades muito importantes no desenvolvimento de uma criança. Se calhar até concorda, mas tem dúvidas sobre se pode ajudar o seu filho a aprender ciência, pois até nem estudou assim tanta ciência, e a que estudou já foi há muito tempo. Mas fique descansado, para obter bons resultados não é necessário uma licenciatura em ciência, o mais importante é a curiosidade e a vontade de aprender mais.

Drª Estalinhos
A Drª Estalinhos é a personagem criada para dar os workshops e as animações de festas. Um nome que fica no ouvido e que os pequenos não associam algo estranho e complicado. Afinal a ciência é divertida! E quando se aprende a brincar e acompanhado da família e ainda com a possibilidade de saber os porquês temos uma actividade bem divertida e educativa.
Na  realidade a Drª Estalinhos é uma aluna de doutoramento em Química Sustentável e licenciada em Engenharia Biotecnológica. Apaixonada pela ciência desde miúda e com grande vontade de transmitir essa mesma paixão aos mais pequenos.

ACTIVIDADES:
  • Workshops em família, em que serão elaboradas diferentes experiências
  • Animação de Festas de Aniversário, Baptizado e Casamento 

CONTACTOS:
Drª Estalinhos (Vera Augusto)
e-mail: cienciaemfamilia@gmail.com
Tlm: 93 992 3393
Facebook: https://www.facebook.com/cienciaemfamilia
Local: Grande Lisboa

O que são Plantas Carnívoras?

As plantas carnívoras são aquelas que atraem, capturam, matam e digerem alguns animais, principalmente invertebrados. As flores de muitas plantas que conseguem atrair e, até mesmo, capturar e matar insectos mas só serão consideradas carnívoras se tiverem todas as características comuns a elas. Na verdade, as plantas carnívoras conseguem digerir esses pequenos invertebrados e absorver seus nutrientes.

                                       




Dionaea
A Venus Flytrap, ou Dionaea, que está ao lado, é provavelmente a planta carnívora mais famosa que existe. Mas ela é apenas uma entre as muitas espécies de plantas carnívoras.  Mais de 600 espécies e sub-espécies de plantas carnívoras já foram descritas. Infelizmente, devido à ação do homem na natureza, algumas delas já foram extintas.  O gênero com o maior número de espécies (mais de 200) é Utricularia.

Cada gênero tem sua forma própria de atrair e capturar sua vítima. Algumas delas têm cores brilhantes e outras, dissimuladas e famintas, têm um perfume doce. Algumas plantas carnívoras têm partes pegajosas, escorregadias e húmidas ou equipadas de tal forma que dificulta a fuga da sua vítima. Cabelos apontando para baixo e a gravidade dificultam mais ainda a fuga da tola vítima.  
Existem outros truques, como rápidas mandíbulas, sugadores e compostos narcóticos incrivelmente eficientes. As presas atraídas para as plantas estão fadadas à morte. 

N. bicalcarata

Mas, como é que uma planta carnívora digere sua presa? 
As plantas carnívoras usam enzimas que digerem suas presas. Muitas delas, como a Venus Flytraps, sintetizam suas próprias enzimas digestivas. Após serem digeridas, suas presas se transformam numa massa crocante que pode deixar-te sem vontade de comer pipocas por um bom tempo.   
Outras plantas carnívoras precisam de bactérias para produzir as enzimas apropriadas. Nesse caso, as plantas não excretam o suco digestivo. Quando a comida apodrece, as plantas carnívoras absorvem as moléculas decompostas por bactérias. 
Muitas plantas, como a Sarracenia (principalmente a Sarracenia purpurea) usa tanto suas próprias enzimas como as enzimas geradas por bactérias. Isso é conhecido por SIMBIOSE (ou MUTUALISMO) já que ambos os organismos (planta e bactéria) se beneficiam desse processo cooperativo. A planta se beneficia da sopa de inseto digerido pela bactéria, enquanto a bactéria tem um ótimo lugar para viver. A simbiose com bactérias é muito comum no mundo animal: os cupins têm bactérias em seus intestinos que ajudam a digerir a madeira e os humanos têm E. coli no intestino, ajudando a digestão do alimento.


Aqui, uma Drosera rotundifolia imobiliza e sufoca um inocente inseto com seus tentáculos glandulares...

Veja mais algumas fotos:
Drosera capensis Drosera miniata D. pygmaea
Darlingtonia
 
Utricularia arenaria


U. dichotoma
D. capensis com sua presa. D. rotundifolia em ação

Morcegos

Os morcegos são os únicos mamíferos com capacidade de vôo, devido à transformação de seus braços em asas. Pertencem à ordem Chiroptera, palavra que significa mão (transformada em) asa. 
Existem 951 espécies de morcegos mas apenas 3 delas são do tipo hematófago (que se alimentam de sangue), que são da subfamília Desmodontinae. Existem 138 espécies de morcegos brasileiros.
Os morcegos são muito importantes para nós! Eles polinizam várias árvores frutíferas e comem milhares de insetos noturnos. São os mais eficientes dispersores de sementes, pois chegam a transportar aproximadamente 500 sementes de plantas típicas de florestas. Os carnívoros são importantes no controle das populações de pequenos vertebrados, inclusive de pequenos morcegos e os piscívoros, de pequenos peixes.
          
        Os morcegos:
  • gostam de lugares que não sejam muito quentes nem muito frios.
  • são encontrados em todos os continentes com exceção da Antártica.
  • não costumam viver em ilhas que estão longe dos continentes.
  • preferem viver em lugares escuros.
  • seus esconderijos naturais são as copas de árvores, folhagens, troncos ocos de   árvores e fendas de rochas.
  • seus esconderijos artificiais são os sótãos, forros, porões, telhados, pisos falsos, garagens, vãos de dilatação de prédios, casas de máquinas (elevadores), caixas de persianas e estábulos.
  • são os melhores "inseticidas naturais" pois controlam a proliferação de insetos.
  • dormem de cabeça para baixo nas paredes de cavernas e podem hibernar quando chega o frio.
 
 
        



Existem morcegos que se alimentam de insetos (Insetívoros), de néctar, pólen e partes florais (Polinívoros/Nectarívoros), de frutas (Frugívoros) ou de peixes, rãs, camundongos, aves e outros morcegos (Carnívoros). Outros se alimentam principalmente de peixes, mas inclui também em sua dieta crustáceos e insetos (Piscívoros) e outros, exclusivamente de sangue (Hematófagos).
Existem 951 espécies de morcegos mas apenas 3 delas são do tipo hematófago (que se alimentam de sangue), que são da subfamília Desmodontinae.
Mas, veja que curioso: ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, os morcegos-vampiros não chupam o sangue (fazendo dois furinhos na vítima), mas sim usam os dentes incisivos para fazer um corte (parecido com uma raspagem) na pele do animal e usam a língua dobrada, em forma de tubo, para lamberem o sangue até se saciarem. A saliva tem um anticoagulante muito eficiente. Para saber outras curiosidades.



Os morcegos não são cegos mas alguns deles utilizam a “eco-localização”, uma forma de se localizar e desviar de obstáculos ao emitir sons, geralmente inaudíveis para os humanos, que encontra o objeto e retorna como um eco para os ouvidos do morcego. Esse mecanismo, também conhecido por “sonar dos morcegos” é interessante para ajudar o morcego a se orientar no escuro.
Esse "sonar" é parecido com o dos golfinhos e é produzido por pulsações do nariz e da boca. Quando o som retorna como um eco, traz informações sobre tamanho, forma, tipo e direção de vôo do inseto. Quanto mais próximo da vítima, o eco se torna mais forte e a caça, mais refinada. Com a eco-localização, o morcego pode localizar um inseto tão fino quanto o cabelo humano

O MAIOR: é o megaquiróptero, mais conhecido como "raposa voadora". Tem uma envergadura (medida da ponta de uma asa à outra) de 1 metro e meio. As fêmeas pesam cerca de 1 quilo e os machos podem pesar até 2 quilos.
O MENOR: é o focinho-de-porco que vive na Tailândia. Tem uma envergadura de, no máximo, 15 centímetros e pesa apenas 2 gramas (o peso de uma moeda).  

O maior morcego do mundo, a Raposa Voadora que tem esse nome porque sua cara e sua pelagem são parecidas com as de uma raposa. É encontrado em na Ásia (Tailândia, Indochina, Indonésia e Filipinas, entre outros) e vive em bandos. Ficam no alto de árvores, esperando o entardecer para sair à busca de alimento. 
 
Já pensou encontrar o morcego dessa foto?
 Mas, apesar de seu tamanho incrível, não precisa ter medo da Raposa Voadora! Esse tipo de morcego só se alimenta de frutas como manga, goiaba e banana. Inicia o vôo bem no final da tarde, tendo hábitos noturnos. Pode viver até 15 anos.

Quando voam, são muito silenciosos. Eles não usam a eco-localização para encontrar comida. Se guiam pelo cheiro e pela visão. 

Ao mesmo tempo que a Raposa Voadora é o pesadelo dos agricultores, por comer uma grande quantidade de frutas, esse tipo de morcego tem uma grande importância econômica já que ajuda a espalhar as sementes dessas frutas.